domingo, 31 de julho de 2011

....... ME DANDO UM TEMPO...e....RELEMBRANDO


´´As vezes é preciso dar um tempo ao pensamento, controlar melhor tarefas diárias.
 E quem sabe  assim , volto até mais rápido  com a imaginação aos ventos .
Não pessoas  não tenho nenhum problema sério , só acho que devo sim satisfações por aqui .
Desde que este cantinho foi criado minha vida só melhorou ,  não quero e nem posso deixar de vir aqui, mas isso também não me dá o direito de deixar o Blog """ ás moscas""", sei que não sou obrigada á postar diariamente , mas.... diariamente passo por aqui   confiro  , visito,  cantinhos que sempre me inspiraram,me aconselham.
Isso não quer dizer que, vou demorar , um dia, um mês, uma semana.
Posso até voltar daqui á um segundo  , ou á um minuto.
Mas de tenho uma certeza , O cantinho estará sempre aqui..... e ... eu também.



Pra não esquecer   vamos relembrar este post?



Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
Boa noite pessoinhas lindassssssssssssssss. hoje resolvi mandar um momento reflexão e sem esquecer de dar créditos ao verdadeiro autor do texto claro.
Meus post´s de reflexão sempre tem algo onde me encontro ou relembro alguma situação.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

2 comentários:

  1. Oi Lê!
    Justo hoje que vim aqui você tá indo...rsrs. Eu também andei de férias no blog, às vezes se faz necessário.
    Gostei muito do post.

    Querida, faz um tempo que você está seguindo o meu blog e só hoje consegui vir retribuir. Então estou aqui! Muito legal seu blog, parabéns!!!

    Um beijo carinhoso e tudo de bom!

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  2. Lê todos nos devemos ter nosso tempo "off" pra tudo...O destino é feito por nós.... Nós que temos que ter determinação para correr atras do que queremos...
    Volte logo!




    @NanaP_inho
    http://meninacajuina.blogspot.com/
    Tenha uma otima semana MoondbjOs...

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Obrigada , por sua visita, já fico feliz, de receber você por aqui, sinal que algo no Mixturicos da Lê , chamou sua tenção , te agradou, então, deixe seu comentário , sobre o seu ponto de vista , dê sua opinião.
UM beijâozão á todos (as).

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